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Opinião. Educação. Para onde nos levam?

por alho_politicamente_incorreto, em 23.05.19

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Vivemos tempos que nos exortam a olhar criticamente o país e o mundo, sem prescindirmos de padrões mínimos de normalidade. Não se trata de lucubrar sobre o transcendente. Não. Apenas de afirmar verdades e evidências, que precisam ser ditas.

 

Vem isto a propósito da recente pseudocrise governamental argutamente cinzelada pelo atual Primeiro-Ministro na questão do reconhecimento do tempo de serviço já prestado pelos professores portugueses nos últimos 9 anos, 4 meses e 2 dias. Fazendo tábua rasa de compromisso anteriormente vertido em letra de forma, e percebendo os prós e os contras dos circunstancialismos de um calendário eleitoral que ameaça inverter as expectativas iniciais, burilou um cenário onde a chantagem e o oportunismo se combinaram para desarmar os principais adversários políticos. Criticável, mas legítimo.

 

Infelizmente, fê-lo – ao melhor jeito de Maria de Lurdes Rodrigues, que chegou a ser condenada, em 2014, por prevaricação de titular de cargo político, no caso da contratação do irmão do dirigente do PS, Paulo Pedroso, mas posteriormente absolvida – estimulando uma reação de ódio ou de inveja social contra os docentes, identificando por essa via um alvo concreto para a origem de uma crise que rotulou de “irresponsável”.

 

Com tão cavernosa deriva, o governo não cuidou do interesse público. Mais do que dar o dito pelo não dito, incumprindo compromisso anteriormente firmado - através da Resolução da Assembleia da República Nº 1/2018, aprovada (com os votos do PS) no dia 15 de dezembro de 2017, a qual «recomenda ao Governo a contagem de todo o tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira» - com dano irreparável para a credibilidade da ação política, desautorizou, apoucando, uma classe profissional cujo prestígio e nobreza, absolutamente cruciais para o seu desempenho, foram, assim, atacados.

 

Em outros casos, envolvendo burlas e fraudes de biliões de €uros, que ainda levam milhões de portugueses ao charco, não se ouviu ameaça de demissão. Mesmo até quando morreram dezenas de pessoas por manifesta falha do Estado na consecução de funções elementares. Quem se demitiu?!

 

Grande parte da população não percebeu que foi alvo de uma manobra de diversão pois, enquanto durou tão artificial dissensão, não se falou de outros assuntos verdadeiramente essenciais, cuja partilha e denúncia descomporiam uma casta de salteadores contumazes que há largo tempo goza com o pagode.

 

E porque a qualidade de uma Democracia também se mede pela valia da sua comunicação social, um lamento para a forma impreparada, muitas vezes truncada e manipuladora, com que o assunto – colocado usualmente de forma capciosa – foi tratado por jornalistas e comentadores que, em nome das audiências, recuperaram chavões falsos e propagaram toda a sorte de preconceitos atávicos.

 

Sintoma de degradação e de especial perversidade é, por fim, constatar um governo compreender que maltratar professores dá votos e melhora as sondagens.

 

Que país é este? Para onde nos levam?

José Manuel Alho

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Albergaria. Parque, Saúde & Contas

por alho_politicamente_incorreto, em 09.05.19

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Um parque verde para a cidade. Na última sessão da Assembleia Municipal (AM), foi proposta a recomendação à Câmara Municipal que RECUPERASSE e EXECUTASSE o projeto existente para o Parque Verde da Cidade, no âmbito da criação de uma Unidade de Execução que compreendesse a Zona Desportiva, definida pela área entre o Pavilhão Gimnodesportivo, Piscina Municipal, Escola Básica de Albergaria e ETAR, formalizada num Plano de Pormenor que assegurasse uma mancha urbana coerente e que favorecesse a articulação com o seu núcleo central, através do tratamento qualificado dos espaços públicos, da instalação de equipamentos urbanos e demais infraestruturas de apoio.

 

Infelizmente, devido ao chumbo da maioria que sustenta o atual executivo camarário, não foi possível viabilizar a proposta de um parque verde urbano para a nossa cidade, uma benfeitoria que teria a capacidade de dinamizar toda a urbe, uma genuína mais-valia centrada nas pessoas. Aliás, a nossa disponibilidade para inclusivamente alterar a redação da proposta bem como discutir outras localizações possíveis para o parque esbarrou na inflexibilidade de quem aparenta estar na Política para destruir em vez de construir.

 

A Saúde no Concelho. Na sessão da AM do passado dia 26, a população de Valmaior deslocou-se em peso ao edifício Paços do Concelho para dar conta da sua insatisfação com o definhamento da sua unidade de saúde. Em 28 de setembro, na sessão da AM, com a pouca informação de que dispunha, alertei para este cenário (mais do que) provável. Porque não estive à espera da sessão evocativa dos 45 anos do 25 de Abril para falar da Saúde em Albergaria, recordo o que escrevi, neste jornal, sobre o que se passara naquela reunião: «o Presidente de Camara voltou, quando confrontado com perguntas concretas, a refugiar-se em respostas ambíguas. Hesitou, atrapalhou-se e preferiu nada esclarecer. Ficou claro que não tem um pensamento estratégico para a Saúde no Concelho».

 

Concretizou-se o pior cenário. Se um Presidente de Câmara não serve para, com o seu magistério de influência, defender os interesses vitais da sua população junto do poder central, servirá ao certo para quê? De novo, e à semelhança do que acontece(u) na questão envolvendo a recolha do lixo, o Município não lidera e nem sequer aparenta estar na disposição de conceber um Plano Municipal de Saúde, opção que estaria alinhada com as melhores práticas de outros concelhos onde existe liderança.

 

É já conhecido o documento, do nosso Município, referente à Prestação de Contas 2018.

 

Por se revelar manifestamente redundante adjetivar os números, de tão claros e inequívocos, opto somente por deixar um punhado de evidências que deixo à consideração do prezado leitor:

Da análise do documento, destaca-se:

 

  • A receita do ano de 2018 é inferior, em cerca de 120 mil euros, à despesa efetuada no ano 2018;
  • O peso da despesa corrente relativamente à receita corrente continua a aumentar (era cerca de 72% em 2013 e em 2018 está cerca de 85,6%, o que reduz cada vez mais a capacidade de gestão da Câmara e, atente-se, ainda não se fez sentir a Transferência de Competências para o Município);
  • A despesa corrente do ano de 2018 aumentou em cerca de 14,6% comparativamente com o ano de 2014;
  • A despesa corrente do ano de 2018 aumentou em 4,47% (471.817,00 €) relativamente ao ano de 2017;
  • Os impostos diretos atingem o seu máximo no ano de 2019 (mesmo superior ao ano de 2013) e  o mesmo acontece com o IMI;
  • Os impostos diretos aumentaram cerca de 16% e o IMI aumentou cerca de 9,5% por comparação ao ano de 2014.

José Manuel Alho

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